06/07/2009

A Educação, Alguns Valores e Pessoas Tacanhas

Texto de Rafael Noronha

Recebi a charge abaixo por e-mail essa semana e seria impossível não refletir sobre ela, afinal é uma engraçada e triste realidade que se propaga em nossa educação, que precisa – para sair da inércia que muitas vezes se encontra – de mudanças, contudo inovar não significa abrir mão de valores essências que se perderam com o tempo.
Por outro lado – assunto mais do que discutido – é fundamental que se olhe para a educação no cotidiano com um olhar menos tacanho e aberto para a criatividade. É fato que isso também não ocorre em muitas escolas por inúmeras razões (econômicas, sociais, etc.) e por que a formação para o vestibular é uma preocupação irrefutável – embora muitas escolas se prostituam a essa ideia.

Contudo quando existe esse espaço de criatividade para nossos alunos isso deve ser valorizado, afinal pode-se aprender mais com um teatro do que com várias aulas de História sobre escravidão negra no Brasil, por exemplo. Mas muitas pessoas tacanhas não conseguem enxergar isso e fazem o triste discurso que assistir a uma peça de teatro não é algo válido, sim uma perda de aula.

Falar em uma aula de História sobre uma obra literária ou de aspectos geopolíticos é um discurso que até alguns alunos consideram errôneo, afinal “o que literatura ou geografia tem a ver com História?”. Portanto, temos também o enorme desafio com alunos que não conseguem pensar uma unicidade entre todas essas inúmeras partes que formam o saber.

Viva a Criatividade de nossos alunos e professores nesse 1º semestre!

Por essas e outras que assino embaixo o que diz Fernando Pessoa, que viver não é necessário, que o importante é criar – não é de hoje que penso assim, pois usei essa mesma frase no meu discurso de formatura da faculdade e abaixo segue o texto dele:


Navegar é Preciso

Fernando Pessoa

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito desta frase,transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.


Boas Férias!

E que no dia 3 de agosto estejamos bem criativos e dispostos a eliminar o tacanho de nosso cotidiano!

Até lá!

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07/06/2009

Soy loco por ti, América

Pensar a América Latina é um verdadeiro desafio à imaginação, aliás, em um mundo globalizado, pensar qualquer país ou região do globo é uma tarefa árdua!

Os alunos do 2º ano Ensino Médio encararam – e muito bem – o desafio de pensar sobre as nossas matrizes históricas e culturais para responder SOMOS LATINO AMERICANOS?

Uma pergunta que permite várias respostas, pois o Brasil se diferencia dos outros países da região em muitos pontos, no entanto, os alunos conseguiram mostrar que nossas aproximações nos fazem latino americanos.

Algo em comum lembrando pelos alunos é que a colonização feita por portugueses e espanhóis fez o uso da eliminação cultural dos ameríndios – diga-se de passagem que os colonizadores espanhóis fizeram uso do genocídio como grande prática de dominação. Segundo Pablo Nerruda, “a espada, a cruz e fome dizimaram a família selvagem”.

Veja as fotos do Seminário:

"Poetas e mendigos, músicos e profetas, guerreiros e canalhas, todas as criaturas desta indomável realidade, temos pedido muito pouco da imaginação, porque nosso problema crucial tem sido a falta de meios concretos para tornar nossas vidas mais reais. Este, meus amigos, é o cerne da nossa solidão”. Reflexão de Gabriel Garcia Marques - A Solidão da América
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13/05/2009

DIVULGAÇÃO ~ Cultura AFRO brasileira

Pensando sobre a herança da escravidão negra no Brasil - Cultura e Preconceito


Os alunos do 8º ano ( A e B ) apresentaram essa temática nas apresentações na semana em que se “comemora” os 121 anos da assinatura da Lei Áurea pela “Santa” Princesa Isabel. Concluindo os trabalhos do nosso livro e tratando desse assunto de forma reflexiva os alunos pesquisaram sobre a questão cultural e o preconceito que fazem parte das raízes de nossa sociedade.

Abaixo estão as fotos das apresentações dos grupos:


Grupo apresenta um panorama sobre a escravidão no Brasil.
Maquete sobre uma fazenda com a Casa Grande, a Senzala, o Engenho, a Capela e o Tronco!

Escravidão, Libertação e Cultura
Capoeira

Teatro sobre a questão do preconceito na atualidade.

8º ano A
8º ano A
Os trabalhos do 8º ano B:
Vídeo e Teatro mostrando da escravidão ao preconceito!
Vídeo, Teatro e Cartaz refletindo sobre o escravo antes e depois do 13 de Maio
A tal Leia Áurea - motivada por interesses promoveu a Liberdade dos escravos
Feijoada - Resultado da fusão de costumes alimentares europeus e a criatividade do escravo
Maquete - do Porto a Senzala ~ a opressão

Apresentação - refletindo a questão do preconceito com belo texto e vídeo
8º ano B
8º ano B

Parabéns pelos trabalhos! E que o dia 13 de Maio não seja lembrando apenas como a data de uma lei assinada por interesses internacionais, sim como um momento de reflexão sobre as várias formas de preconceito que vivenciamos em nosso dia a dia!

30/04/2009

DIVULGAÇÃO – Início do Projeto 90 anos

Visita do Inspetor Geral da Rede Salesiana de Escolas de São Paulo, PE. Marco Biaggi








A última semana de abril marcou o início dos trabalhos comemorativos dos 90 anos da presença salesiana na cidade de Cruzeiro-SP. Cada turma irá desenvolver um projeto com uma temática diferente, celebrando não apenas a História, sim também refletindo o nosso presente.




O 6º ano do Ensino Fundamental II está preparando um projeto sobre a História da cidade, já surgiram ideias de maquete e exposição de fotos! Os alunos do 7º ano irão tratar sobre a cultura na cidade de Cruzeiro, com o professor Ricardo.




Os alunos do 8º ano irão refletir sobre ser salesiano no cotidiano da nossa escola, enquanto o 9º ano irá buscar a História dela. Essas duas turmas começarão o projeto em breve, pois no momento estão envolvidas com o projeto Semana da Pátria!




O Ensino Médio irá discutir a temática juventude como uma reflexão importante sobre o presente de nossa escola e sobre o que pensa a juventude salesiana sobre a cidadania e a nossa sociedade, por meio de teatro e de um documentário. O projeto no Ensino Médio está sendo elaborado em parceria com a Pastoral para ser apresentado na Jornada da Juventude, afinal ela revela a nossa marca salesiana e comemora 10 anos em 2009!




Consagrando o início de nossos trabalhos contamos hoje com um depoimento especial sobre os 90 anos da presença Salesiana em Cruzeiro, do PE. Marco Biaggi, inspetor da Rede Salesiana de Escolas no Estado de São Paulo - em visita em nossa casa.




Em breve colocaremos esse depoimento em vídeo juntamente com outros em um Blog comemorativo desses 90 anos! Aguardem!




“Que a História dos 90 anos em Cruzeiro seja não só uma lembrança, uma celebração e uma saudade de algo que passou, mas que seja a inauguração de um novo tempo, de uma nova História...” Pe. Marco Biaggi

09/03/2009

História e Memória.

6º ano
Texto de Rafael Noronha
Imagine a seguinte situação:

Um dia você chega a sua casa e descobre que alguém entrou lá e destruiu todas as suas fotos – se você as tem em álbum, ele rasgou todas; se você as tem em CD ou computador, ele deletou tudo! Além disso, a pessoa também estragou aquele brinquedo antigo que você ainda guardava por te fazer lembrar a sua infância e quando você era mais novo!

Tenho certeza que a maioria das pessoas não ia gostar nenhum pouco disso, afinal mais do que objetos materiais, são pedaços da sua vida, que lhe ajudam a ter uma memória sobre a sua História.
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Imagine se todos fossemos como a Dory do filme Procurando Nemo? Falta de memória o tempo todo não daria certo!
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Continue imaginando essa situação e pense se fizessem isso com tudo aquilo que ajuda a contar a História da Humanidade. Se isso acontecesse não saberíamos de onde viemos e não teríamos uma memória coletiva.

Eu estaria desempregado e você não entenderia quase nada do dias de hoje. Por essas e outras razões que a memória coletiva é tão importante.

Pensando sobre isso, ajude a explicar por que a memória coletiva é tão importante.
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02/02/2009

Chegou a hora de recomeçar

Texto de Rafael Noronha

Olá! Mais um ano letivo se inicia essa semana com muitos e novos desafios! Desejo que possamos aprender e construir bons momentos dentro e fora da sala de aula!

Nesse primeiro texto do ano quero falar brevemente sobre algumas idéias que irão estar presentes em nossas aulas em 2009. A nossa escola faz 90 anos, ou melhor, faz 90 anos que os salesianos estão em Cruzeiro-SP. Iremos buscar entender a História da nossa cidade, dos salesianos, da nossa escola e como a juventude é na atualidade.

A juventude é a base dos ensinamentos de Dom Bosco e ela alegra toda nossa missão educativa. Crescer faz parte da vida e cada um de nós sente isso de uma maneira diferente, alguns passam pela fase de pré-adolescência e adolescência sem grandes problemas, porém nem para todos é tão simples.

Alguns tentam fugir de deixar de ser criança para não ter que assumir a responsabilidade de ser um jovem, contudo, tudo na vida tem dois lados (ou mais). É como se fosse uma espécie de lei da compensação, se existem coisas ruins, também existem coisas boas. Às vezes mais uma do que outra – verdade seja dita.
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Até a Turma da Mônica, criada por Maurício de Souza, cresceu e anda vivendo aventuras e todos os tipos de situações típicas da idade.

Tudo depende da maneira como vemos o mundo e de como encaramos as coisas, podemos culpar a todos por tudo aquilo que não dá certo em nossas vidas ou assumir a nossa História e lutar por aquilo que queremos.

Tudo isso é fácil? Não mesmo, mas é necessário e sempre rola a chance de recomeçar! Como diz a música da Banda CPM 22, “chegou a hora de recomeçar, acreditar que pode ser melhor assim”!

Enfim, vamos viajar no tempo, descobrir na História um pouco do que somos e aprender que podemos ser muito juntos!
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E ai? Pronto para tudo isso?

23/11/2008

A História Nossa de Cada Dia

texto de Rafael Noronha



Olá! Esta é a última postagem do Blog em 2008. Aproveito para agradecer por todos os desafios (e como disse na última prova, foram muitos), as conquistas, as amizades e os momentos únicos que eu passei com vocês! Cresci e aprendi muito, tenham certeza disso! Se estivermos juntos no próximo ano, fica a promessa de investir mais no Blog (que voltará com outro visual), contando com a interação de vocês!

Àqueles que despertaram ao longo do ano para os estudos e para História é possível dizer que fizeram uma longa viagem no tempo. Mais do que datas, nomes, períodos complicados, assuntos pesados, jogos e revoluções, quem se permitiu viajou fundo em um entendimento sobre o mundo.

A grande “viagem” é que cada um teve a chance de fazer uma leitura diferente sobre esse mundo para melhor compreender a sua própria existência. Não nos importa (exceto para o vestibular, é claro), por exemplo, os períodos da Grécia Antiga, mas sim entender que existe algo chamado CIDADANIA. Isso diz respeito ao nosso dia-a-dia, você se importando ou não, o fato é que até sua omissão constrói a História, da pior forma possível, todavia constrói e as conseqüências também são suas!

Também não nos importa muito saber os detalhes de todo o sistema escravista no Brasil Colonial, no entanto, é fundamental que a partir desse estudo possamos refletir sobre o preconceito e a discriminação em nosso cotidiano. Não apenas em relação ao negro, sim a todo tipo de ação negativa que fazemos. Seja por meio de apelidos ou ações que não respeitam ao próximo.

Vale salientar que muitos aceitam certos apelidos e brincadeiras apenas para não se sentirem excluídos do grupo, porém poucos são os que falam que o preconceito é algo absurdo e conseguem não ser discriminatórios com aqueles que não são “iguais” às suas visões de mundo. Somos todos iguais em nossas diferenças.



Evolução é a palavra de ordem na História – para o bem ou para o mal! Do Homem das Cavernas ao Espaço Cibernético estamos em nosso dia-a-dia trilhando novos caminhos. Como diz a música“Não Fure Os Olhos da Verdade” da Banda Charlie Brown JR., “Quem Não Conhece O Passado Não Entende O Futuro”



Enfim, entre acertos e erros evoluímos um pouco mais, crescemos, talvez não sejamos mais os mesmos do começo do ano, no entanto, somos mais a partir do momento em que entendemos que fazemos parte desse MUNDO, que precisa de pessoas que se importem mais com ele! ENTENDEU?

Obrigado pelo ano de 2008, galera!
E até 2009 (assim eu espero)

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18/11/2008

O Socialismo e a Revolução Russa

8º ano
Texto de Rafael Noronha

“A História de todas as sociedades que já existiram é a história de luta de classes”
Karl Marx
Podemos dizer que a Revolução Russa de 1917 está para o século XX, assim como a Revolução Francesa esteve para o século XVIII. Mas com uma pequena grande diferença, a Revolução Francesa conseguiu, apesar das contradições, virar a página da História (com ela inicia-se a Idade Contemporânea). Já a Revolução Russa não fez isso, pois o socialismo passou o século XX em luta com o capitalismo e perdeu suas forças no final dos anos 80!

Lênin, importante líder da Revolulção de 1917

Isso tudo não diminui em nada a importância da Revolução Russa, que tentou mudar a face do país, que desde o século XIX vinha passando por vários problemas, como o Absolutismo (Czar) e problemas originários com a industrialização.

Em 1905 houve um ensaio para a Revolução, o Domingo Sangrento, que fez nascer o Partido Social Democrata Russo, dividido em Bolcheviques (maioria, com idéias mais radicais) e Mencheviques (minoria, com idéias menos radicais de mudança).

Somente em 1917 ela teve êxito. Em fevereiro teve inicio a chamada Revolução Branca (Menchevique), que não deu conta de resolver todos os problemas russos, pois o país continuava na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), fora a miséria e fome. Em Outubro desse mesmo ano teve início a Revolução Vermelha (Bolchevique), que conseguiu promover mudanças, mas enfrentou uma Guerra Civil até 1921.

As mudanças introduzidas por Lênin foram:

- Nacionalizou as indústrias e os bancos estrangeiros e redistribuiu as terras no campo
- Instituiu-se uma nova constituição que criou a República Soviética Socialista Russa e em 1923 organizou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS - foi resultado de um acordo de união das diferentes regiões do antigo império russo, transformadas agora em repúblicas federativas e socialistas;
- Lênin instituiu a Nova Política Econômica - NEP- que era um planejamento estatal sobre a economia que combinava princípios socialistas com elementos capitalistas;

Quando Lênin faleceu, em 1924, assumiu o poder Stálin, secretário geral do Partido Comunista. Inaugurou-se uma nova fase na URSS, chamada por muitos como Período de Terror, em que não havia possibilidade de oposição ao governo.

Após a Segunda Guerra Mundial (1938-1945) inicia-se a Guerra Fria (que estudaremos o ano que vem), uma disputa entre Capitalismo (EUA) e Socialismo (URSS), que durou até os anos 80, quando a antiga União Soviética se desintegrou. No entanto, ao longo do século XX presenciaram-se conflitos menores e revoluções socialistas, como a Revolução Chinesa (1949) e a Revolução Cubana (1959).

Mao Tse-tung, líder da Revolução Chinesa

Che Guevara e Fidel Castro, líderes da Revolução Cubana. Che foi morto em 1967, na Bolívia, e Fidel foi presidente de Cuba até o começo do ano, quando se afastou por problemas de saúde. Hoje o país é Governado por seu irmão, Raul Castro, que também foi um dos líderes da Revolução.
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Ainda vamos estudar em sala de aula essas duas Revoluções, mas desde já agradeço pelo nosso passeio pela História em 2008! A vida, assim como a História, é feita por momentos bons ou não tão bons assim, mas que nos fazem ser mais fortes e determinados a superar os obstáculos. Valeu!

16/11/2008

Ufa! Chegamos ao fim (que não se acaba)

3º ano
texto de Rafael Noronha
Após um ano de intensos estudos sobre o século XX e o início do século XXI, chegamos ao desfecho de nossos estudos no Ensino Médio. Entre caminhos e descaminhos aprendemos um pouco mais sobre a História e a trajetória da Humanidade na Idade Contemporânea.

Da idéia de nação e nacionalismo ao Imperialismo
Da disputa por terras às Guerras Mundiais
Da Guerra Fria à Queda do Muro de Berlim
Do fim da URSS às contradições da Nova Ordem Mundial
Do 11 de Setembro à Crise Mundial da Economia

Da nação Imperial ao Brasil República.
Do Café-Com-Leite ao Estado Novo
Do Período Democrático à Ditadura Militar.
Das torturas às Diretas Já.
De Collor à Lula.

Passeamos pela História e aqueles que se permitiram, certamente, aprenderam fazer outras leituras do mundo.

O nosso último grande assunto foi a Ditadura Militar. Iniciada em 1964 por meio de um golpe, que revelou a crise do Estado populista, a oposição às idéias mais radicais, como a reforma de base, e conseqüentemente a falta de apoio ao Governo de João Goulart pela burguesia nacional.

O regime militar e toda sua violência tiraram suas máscaras a partir do Ato Institucional Nº 5, o AI-5, que dava amplos poderes ao Presidente, que poderia decretar recesso parlamentar, cassar mandatos e direitos políticos. O AI-5, assim como os outros Atos, servia como um meio de garantir o golpe de 1964 e servir como resposta às manifestações contra o governo, nesse caso, em especial, contra as primeiras ações dos movimentos de guerrilha.

Outra medida que o Governo Militar usou para implantar na “cuca” do povo uma situação positiva foi o Ufanismo (exaltação) e abaixo temos um bom exemplo disso, o slogan:

Tudo isso não foi capaz de conter as mobilizações contra a Ditadura, seja por meio de músicas ou de guerrilhas. As torturas, a censura e violência empregada não foram suficientes para impedir a abertura política no final dos anos 70 e nos anos 80.

Na década de 80 o Brasil fez renascer a Democracia, que mesmo com todas as suas falhas é uma conquista feita após muito pau-de-arara, cadeira de dragão, estupros, exílios e todo o tipo de violência física e moral.

Ao longo de toda História muitos buscaram e lutaram por uma sociedade um pouco melhor, revoluções foram feitas, conquistas viraram direitos e sonhos deixaram de ser utopia, pois alguém acreditou e fez acontecer. Todos esses desejos podem ser construídos no dia-a-dia, afinal, você não pode ser um pouco mais gentil? Às vezes não pode ser um pouco menos egoísta? Às vezes não pode entender um pouco mais que muitos também sofrem e você não é o único (a)?

Charge do Henfil - - Esperança é aquilo que você carrega dentro de si e às vezes precisa passar para os outros.


Enfim, chegamos ao fim de nossos estudos, mas eu acredito que ele, assim como a História, não se acaba, “SACOU”?



“O Mundo Começa Agora, Apenas Começamos” Renato Russo.

30/10/2008

Globalização e Juventude

9º ano
Texto de Rafael Noronha

“Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”. Mahatma Gandhi


Olá, galera do 9º ano, certamente essa é última vez que estaremos juntos aqui no Blog em 2008 (embora vocês possam participar das outras postagens e temos muito assunto ainda em sala de aula)! Começamos o ano falando sobre Grécia e encerramos Ensino Fundamental estudando (além da Revisão) a Globalização, o mundo moderno e o papel da juventude nesse contexto.

Goste ou não, o fato que não se pode voltar ao passado! A Globalização já faz parte de nossas vidas!

Uma antiga e sábia frase diz que o Homem não é uma ilha, ou seja, ele não nasceu para viver isoladamente um do outro. Da mesma forma a História nos revela que o Homem desbravou e descobriu continentes, da necessidade de sobrevivência fez com que inventasse meios e tecnologias para melhor viver e dominar o Planeta. Da mesma forma que evoluiu durante milhões de anos, também mostrou que toda sua racionalidade também pode ser usada para o mal, para obtenção de poder e de glórias.
A facilidade comunicativa é um ponto-chave na era global. O mundo está todo conectado e basta você estar on-line para fazer parte dele!
Mas nem tudo é positivo nesse nosso mundo atual. Um fator importante nesse novo milênio é a relação que o Homem tem com a Natureza. Infelizmente isso não se dá da melhor forma possível e um exemplo negativo disso é o Aquecimento Global

A globalização é um fenômeno que revela essas faces do Homem. Por um lado ela nos apresenta um mundo de possibilidades, avanços tecnológicos, comunicação e agilidade. Por outro lado ela não deu conta de resolver problemas como a miséria, a fome, os problemas ambientais, embora os países tentem se mobilizar com acordos, como a Agenda 21 e o Protocolo de Quioto.

O fato é que a busca por diversos interesses motivou a construção de um universo de possibilidades ao mesmo tempo em que tem nos causados imensos danos. A juventude (com ou sem ideologia) deveria se ligar mais nesse mundo, pois embora o ser humano não seja uma ilha, muitas vezes nossas ações egoístas nos levam a sermos como tais.

Muitos jovens devem se perguntar como é possível fazer algo, existem muitas respondas, mas arrisco uma: ouse entender o mundo em que você vive! Como? Também existem muitas respostas, porém novamente vou arriscar uma: a HISTÓRIA! Sim, a História pode nos ajudar a entender melhor esse nosso mundo, a reinterpretá-lo e talvez a modificá-lo.

Está por fora quem acredita ainda que História vive apenas do passado!

Espero que a História tenha contribuindo para vocês entenderem um pouco mais a sociedade em que vivemos e que ao longo do Ensino Médio seja possível continuar refletindo sobre nossas vidas! Até mais!

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