27 de mar. de 2008

Amizade – Contextos e Laços

Vídeo sobre o tema:


texto de RAFAEL NORONHA

Amanhã vai ao ar o último capítulo da minissérie “Queridos Amigos”, da Rede Globo de Televisão. Aliás, essa minissérie foi umas das mais belas produções da teledramaturgia, pois além de um elenco espetacular, de um texto primoroso, de uma reconstituição histórica suave e de uma trilha sonora perfeita, ela tem como tema central a AMIZADE.

Interessante perceber o quanto esse tema parece ser urgente, pois também foi o assunto da Redação da FUVEST 2007. Ao longo da História a amizade teve várias concepções, no entanto, nos últimos anos, após o advento da Internet e das mudanças tecnológicas, as relações humanas se tornaram mais superficiais, afinal, quem tem tempo para se entregar?

Uma parte das pessoas reclama da falta de amigos verdadeiros. Nunca tivemos tantos recursos de comunicação, contudo, nunca o Homem sentiu tanto a necessidade de criar laços e sair da solidão.

A minissérie resgata um tipo de amizade que está em falta. Ela trata de um afeto que tenta superar as diferenças, resgatando os amigos como uma verdadeira família, que resiste ao tempo.



Elenco da Minissérie "Queridos Amigos" - A Família


Muitas “famílias” ainda resistem ao tempo, às mudanças, às tecnologias e conseguem fazer com que os laços perdurem por toda uma vida. No entanto, muitas amizades “para sempre” não duram após uma despedida, após uma decepção ou após a noite de formatura.

Amizade exige presença e exige força de vontade para rompermos nossa rotina e assim tornar a saudade menos dilacerante.

22 de mar. de 2008

Capitalismo Selvagem: Precisamos de um novo sistema?

Vídeo reflexivo sobre o tema:



texto de RAFAEL NORONHA


Não é preciso ser socialista, comunista ou marxista para criticar o sistema capitalista, basta apenas olhar o nosso mundo e traduzi-lo com a seguinte frase da música “Teatro dos Vampiros”, da Banda Legião Urbana:


“Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante”


Capitalismo, em linhas gerais, pode ser entendido como um sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro.


O processo da Revolução Industrial, iniciado na Inglaterra, século XVIII, consolidou o capitalismo. Essa consolidação se deu por meio de transformações nas estruturas socioeconômicas, com maquinofatura e as novas relações sociais de produção assalariada, propiciadas por um contexto histórico de mudanças na racionalização agrícola, na mão de obra disponível, na acumulação de capital oriundo da agricultura e comércio, nas novas tecnologias e na abundância da matéria-prima, como o carvão e o ferro.

Oficina de fiação na Inglaterra, século XIX.



Do século XVIII ao século XXI, muitas mudanças e guerras aconteceram, inclusive uma disputa entre o capitalismo e seu antagonista histórico, o socialismo. Entretanto, a lógica do sistema continua a mesma, pelo menos em sua essência, e os problemas sociais, como as desigualdades socioeconômicas, se agravaram de forma gritante. Tudo isso por uma razão vital para o capitalismo: a obtenção individualista do dinheiro...
Dinheiro
Dinheiro
e mais dinheiro!


No mundo hodierno, nos questionamos se seria possível um capitalismo solidário ou um novo sistema que não fosse tão selvagem. Contudo, vale lembrar que solidariedade não é muito compatível com a essência do capitalismo, afinal, individualismo e lucro são as palavras de ordem.


Um novo sistema não é possível?


Talvez...


No entanto, podemos nos questionar se é concebível pensar em um novo Homem, que não precisa negar literalmente o sistema ou o consumismo, que tanto nos seduz (e vamos combinar que todos nós gostamos do conforto e das possibilidades tecnológicas), mas que consiga encontrar espaços para refletir para não achar que todos erros da nossa sociedade são normais e para que se possa encontrar brechas no sistema – como muitos fazem – que permitam uma ação menos individualista e mais aberta ao encontro do próximo.
Desigualdade social: umas das marcas mais dramáticas do capitalismo

Referência Bibliográfica:


ANDRIOLI, Antônio Inácio. Um capitalismo mais humano? S/d. Disponível em http://www.espacoacademico.com.br/047/47andrioli.htm acesso em 01 mar 2008.

GRANGEIRO, Cândido Domingues; MACHADO, Ronilde Rocha. História, 2ª série EM. Brasília: CIB – Cisbrasil, 2005. (Coleção RSE)

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS. Mônica. História Ensino Fundamental, 8º ano. Brasília: CIB – Cisbrasil, 2006. (Coleção RSE)

6 de mar. de 2008

A Ética Nossa de Cada Dia

texto de Rafael Noronha

PROJETO VOCÊ TEM FOME DE QUÊ? – Reflexão Política, um caminho para a Cidadania

Refletir sobre a Política sem pensar na tal da ética é quase impossível nos dias de hoje, pois essa palavrinha parece que está na moda. No entanto, é preciso entendê-la um pouquinho para não ficarmos “viajando” nesse assunto. Por isso também é bom diferenciarmos a ética da moral.

Segundo o Dicionário Aurélio:

Ética. S.f. Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.

Moral. S.f. 1. Filos. Conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada. 2. Conclusão moral que se tira de uma obra, de um fato, etc. Ÿ S.m. 3. O conjunto das nossas faculdades morais. 4. O que há de moralidade em qualquer coisa. Ÿ Adj. 5. Relativo à moral. 6. Que tem bons costumes. 7. Relativo ao domínio espiritual (em oposição a físico ou material).

Será que ficou mais claro entender as duas?

Talvez...

Saca só a simplificação:

O que é Moral?

- Moral é a dimensão da obrigatoriedade (dever).

- Pergunta que a Moral nos faz:

Como você deve agir?


A moral é uma questão muito particular!


*

O que é Ética?

- Ética é a dimensão do desejado (conselho).


- Pergunta que a Ética nos faz:



Qual vida você quer viver?


A Ética tem muito a ver com você em relação ao outro.


Um exemplo bem simples:

Uma pessoa poderia sair em uma rua bem movimentada sem nenhuma peça de roupa, as pessoas poderiam dizer que ela não está agindo de forma moral, afinal não é um hábito esse tipo de coisa e todos sabem disso.

Em um primeiro momento ela não agiu sem ética, pois tal pessoa não está fazendo mal a ninguém. Quando a sua ação passa a ser automaticamente antiética? A partir do momento em que ela está em uma rua movimentada com inúmeras pessoas, que pensam de forma diferente da sua e não são obrigadas a aceitar tal ação e a pessoa para e pensa:

“será que eu estou agindo com moderação?”
“será que esta é uma escolha certa?”
“será que isso é racional?”
“será que isso é justo com os outros?”
Não se trata de um assunto simples, pois poderíamos tratar também sobre liberdade e outros temas relacionados, mas por hora essas são algumas questões importantes para a nossa vida pessoal, escolar, profissional e política. Aliás, na política se cobra tanta ética para certos assuntos, que talvez devessem ser apenas caso de polícia. Em outros casos falta ética e falta moral!

E fica a pergunta:

Será que apenas a ética salvará a política no Brasil?

*
Referência Bibliográfica:

Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Nova Fronteira / Folha de S. Paulo, 1995.

TOLEDO, Francisco Sodero. Eu, tu, nós: ética e cidadania para jovens. Cachoeira Paulista, SP: Editora Canção Nova, 2005.