17 de abr. de 2008

Relação do Aquecimento Global e a Ação do Homem

A partir de textos criados por 03 grupos do 3º ano do Ensino Médio 2008, montou-se uma única reflexão sobre esse tema que tem esquentado nossa cabeça (em todos os sentidos, aliás).

Um alerta para a consciência humana:

A compreensão da sociedade capitalista e seu consumo excessivo e desnecessário

texto dos aluno do 3º ano EM 2008

2008 – Ano Internacional do Planeta Terra

Aquecimento Global é um dos assuntos mais discutidos e mais preocupantes em todo mundo. 


Essa ameaça ao Planeta Terra foi fruto de ações do homem, atos que nunca foram controlados e agora com a situação se agravando, nos damos conta do grande problema que foi causado. O homem busca soluções para amenizar o Aquecimento Global, mas não é tão simples reverter a situação, que um dia começou pequena, e que naquela época poderia ter sido pensada nas conseqüências. Portanto o homem agora pensa em inúmeras formas de ajudar o Planeta Terra, idéias que nem sempre são validas e que nem sempre se concretizam.

A Revolução Industrial (a partir do século XVIII, Inglaterra) é considerada como um dos símbolos do Capitalismo, que em nome do lucro, fez uso desenfreado dos recursos naturais

O ser humano vem aumentando irresponsavelmente seu consumo. Diante de tantos danos ambientais em conseqüência disso, a humanidade se volta tanto ao capitalismo esquecendo-se do impacto ambiental que tem sua causa no consumo desnecessário e excessivo. Cada vez mais o homem tem a obsessão por vender, comprar, gastar, ter relações comercias em geral. Assim mais indústrias vão surgindo, e com elas a poluição vem junta, contaminando a atmosfera, os rios e o ambiente onde se encontram. E também devido ao grande consumo, os produtos vão sendo inovados, fazendo com que percam muito rápido seu valor, isso acarreta em uma grande produção de lixo contribuindo na poluição do meio ambiente.

O celular é um grande símbolo de nossa sociedade consumista, que faz com que a troca de aparelho seja uma necessidade. Não uma necessidade real, sim uma necessidade de status.

Podemos até citar aqui o padrão de consumo norte-americano que nos leva a consumir muito mais do que devemos. Mas agora, ele (e todos nós) está sentindo os efeitos de sua busca sem limites por mais e mais na pele. Alguns sinais disso são ondas de calor de até 40ºC na Europa, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são quase unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. O Aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor. O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colaboram para este processo. Os raios do Sol

atingem o solo e irradiam calor na atmosfera, como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global.



A imagem acima já se tornou clássica para ilustrar o tema “Aquecimento Global”

Apesar de o assunto ser muito discutido entre todos, não tem despertado uma grande consciência de ação nas pessoas que buscam apenas o suprimento de suas necessidades e luxo e acabam esquecendo do risco que esses podem causar ao planeta Terra. Tais problemas só teriam um resultado significativo quando houver realmente uma grande redução de seus causadores.


Cada um deve fazer sua parte (tão clichê e tão real), tomando medidas que estão ao seu alcance, em pequenos atos, que somados, grandes mudanças podem acontecer, como a diminuição dos efeitos do Aquecimento Global. Assim o Planeta Terra terá melhoras, pois a função do homem agora é pensar no alerta que a Terra está dando e tentar reverter essa situação enquanto é tempo, usar sua inteligência para dominar a natureza não com força e sim com compreensão, de que toda causa tem um efeito.


Alunos:
Annelise Ávila
Bruna Veiga
Camila Carriço
Camila de Fátima
Carolina Werkhaizer
Lara Amaral
Lia Novaes
Maria Mariana Resende
Taís Moraes
Yuri Bueno


O que podemos fazer?


Acesse o site http://mudeomundo.com.br/50-acoes-contra-o-aquecimento-global/ e veja 50 ações contra o Aquecimento Global e sempre é bom lembrar a repetida frase: FAÇA A SUA PARTE!

10 de abr. de 2008

O longo caminho da Guerra

texto de Rafael Noronha
Introdução
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) deu início a uma série de conflitos no século XX, colocando fim a ideia anterior que todo o progresso levaria a humanidade a um grau de desenvolvimento sem precedentes na História.

No entanto, vale a pena relembrar alguns momentos distantes de 1914, mas que conduziram o Homem para outros caminhos, que, por sua vez, o levaram à Guerra.


Relembrando alguns pontos BEM distantes da época da Guerra:

- Durante o Feudalismo (Idade Média) o poder estava nas mãos dos senhores feudais e a IGREJA tinha um enorme poder de influência na vida das pessoas, ou seja, tudo se justificava pela FÉ.



- As Cruzadas, as Navegações, o Renascimento e outros fatores levaram à crise do feudalismo e trouxeram à tona a RAZÃO (o Homem no Centro do Universo).

Homem Vitruviano - (Da Vinci - 1492) - um exemplo desse Homem no centro do Universo, em busca da Razão


- Quem melhor que o REI para representar esse HOMEM senhor da Razão?

- Aparece na História, o ABSOLUTISMO – os Reis mandões da época do Mercantilismo (Comércio)!

Coroa - um dos símbolos do Absolutismo


- E a Igreja? No século XVI, a Igreja Católica, que não mais mandava e desmandava, vendia o perdão dos pecados (INDULGÊNCIAS).

- A Igreja perde ainda mais espaço quando Martinho Lutero começa a divulgar as ideias de que só a fé salvaria o Homem e não a “compra de um lugar no céu”.

- Muitos países reagiram contra a Igreja Católica, fundando outras religiões, que se apoiavam na ideia de que a prosperidade alcançada por meio do trabalho era uma bênção de Deus (Calvinismo).

- Isso tudo deu uma força para os Reis Absolutistas terem ainda mais poder.

- Claro que esse SUPER poder incomodava. A burguesia, por exemplo, também queria uma fatia desse bolo, ou melhor, desse poder. Como ela não ganhava espaço, ela liderou a REVOLUÇÃO FRANCESA (1789).



A Liberdade Guiando o Povo - de Eugène Delacroix (1798-1863) - A Revolução Francesa foi importante por trazer a possibilidade de liberdade igualdade


- A Burguesia chegou ao poder, mas não mudou a situação do povo, que ficou cada vez mais oprimido. Opressão que se tornou cada vez pior no universo do trabalho após a Revolução Industrial, gerando as idéias Socialistas.


- O auge do poder burguês se deu com Napoleão Bonaparte, que queria “dominar o mundo”.


- Ele não conseguiu fazer isso plenamente e após a sua derrota, o mapa da Europa foi redesenhado no Congresso de Viena (1814-1815), dando início a um período de equilíbrio europeu que durou até a Primeira Guerra Mundial.


O Capitalismo se tornou forte

- A Revolução Industrial e a Revolução Francesa ajudaram o CAPITALISMO a se fortalecer, especialmente por meio do chamado LIBERALISMO.



- O Liberalismo é a manifestação prática desse universo capitalista, pois pregava a liberdade individual em todos os campos da vida, em especial, na economia por permitir que não mais o ESTADO mandasse e desmandasse nas relações comerciais e industriais.


- Esse contexto foi ajudado pela PRIMAVERA DOS POVOS, quando diversos projetos de sociedade permitiram que na Europa mudanças aflorassem,  que antes só haviam acontecido na França, com a Revolução de 1789.


As Nações se tornam fortes

- A partir do Congresso de Viena e de todas essas transformações, emergiram as ideias de que era preciso fortalecer a unidade territorial. Surgem os conceitos de Nação e Nacionalismo.



- Isso deu origem ao processo de Unificação Italiana e Unificação Alemã, que percorreram a luta pela unidade territorial e o desenvolvimento em seus povos de amor à pátria por meio da cultura.


- Esse amor a pátria se expandiu por toda Europa, desenvolvendo um nacionalismo agressivo associado à idéia de fortalecimento militar.

Os “Impérios” se fortalecem


- Capitalismo fortalecido + Nação fortalecida + Nacionalismo agressivo = IMPERIALISMO


- Imperialismo (também chamado de Neocolonialismo), esteve em seu auge entre 1875 e 1914, representando a expansão, a conquista e a dominação econômica de uma ou mais nações sobre outros povos.


- A Europa dividiu a Ásia e África em domínios territoriais para explorá-los economicamente.


Ilustração sobre a disputa dos "Impérios" na partilha da África


Pergunta crucial: isso se deu de forma harmônica?


Claro que não ! ! !

Muita rivalidade aconteceu entre os países e esses “Impérios” econômicos se uniram em alianças:


- Tríplice Aliança = Alemanha, Áustria-Hungria e Itália

- Tríplice Entente = Inglaterra, França e Rússia


O Resultado



Somando tudo isso e outros fatores, nós temos o cenário armado para explodir a Primeira Guerra Mundial. Mas para isso acontecer precisou apenas alguém acender o fósforo. Mas isso é outra História.



Cena da Primeira Guerra Mundial (1914-1918)


Para Pensarmos e vocês responderem:


A Humanidade fez toda uma trajetória que a conduziu ao progresso, ao desenvolvimento, enfim, a uma era de tecnologia, no entanto, também a levou a uma Guerra Mundial. Podemos nos questionar nesse momento: até que ponto todo o avanço da ciência vale a pena?


Referência Bibliográfica

HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995



ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS. Mônica. História Ensino Fundamental, 9º ano. Brasília: CIB – Cisbrasil, 2007. (Coleção RSE)

9 de abr. de 2008

O Índio Não É Fantasia Para o Dia 19 de Abril

texto de RAFAEL NORONHA

É costume em muitas escolas em fantasiar nossas crianças de “índios” no dia 19 de Abril – Dia do Índio – no entanto, é preciso que isso não seja feito simplesmente pelo ato de se fazer, como se o indígena fosse simplesmente um elemento folclórico.

Um erro gravíssimo em sala de aula é tratar toda a comunidade indígena como uma só, como se a diversidade cultural que cada uma possui fosse uma única coisa. Além disso, perde-se a chance de se trabalhar a importância de diversos grupos indígenas na formação da cultura brasileira.

A região do Vale do Paraíba teve os povos indígenas como seus primeiros habitantes. Esses grupos “eram compostos por numerosos e diferentes grupos ainda pouco conhecidos em decorrência da falta de pesquisas, sobretudo arqueológicas” (TOLEDO, 2001, p.96)

No entanto, se olharmos para o nosso dia-a-dia perceberemos a presença desses grupos de índios em nossa cultura:

Nomes das nossas cidades: Jacareí, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá.

Nomes de nossos rios e ribeirões: Paraíba, Paraitinga, Paraibuna, Piaguí.

Nomes de localidades: Quiririm, Embaú.

Nomes de Peixes: traíra, lambari, mandi, piaba.

Nomes de cobras: urutu, jararaca.

Nomes de animais: tatu, anta, sagüi, jacaré, tamanduá, capivara.

Nomes de frutas: jabuticaba, goiaba, maracujá, brejaúva

Nomes de Pássaros: curió, juriti, maitaca.

Nomes de Aves: paturi, seriema.

Na alimentação: mandioca, batata doce, milho.

Nas ervas medicinais, nos temperos.

Nos utensílios domésticos: rede, esteira, peneira.

Nos mitos e nas crendices populares: saci, iara, boitatá, caipora, curupira

Na casa de pau-a-pique, de sapé, nas armadilhas


Enfim, temos o índio em nossa maneira de ser e agir, em um material da secretária de cultura de Lorena ( o mesmo que nos apresenta a presença do índio elencada acima) que “a maneira de ser, agir e pensar do homem rural valeparaibano, caboclo e caipira descente dos primeiros povoadores portugueses e de mulheres indígenas e do caiçara que habita as praias do litoral”.

Vale também refletir o indígena enquanto sujeito histórico, inclusive para que ele também não seja apenas visto como vítima da História.

Apesar da riqueza, o índio é tratado erradamente como folclore no sentido depreciativo ou como uma cultura inferior. Diante de tanta riqueza cultural – nem melhor ou pior do que a nossa, apenas diferente, embora os índios tenham ainda tanto a nos ensinar – fica uma reflexão importante:

Será que sabemos valorizar a cultura dos grupos indígenas ou ainda olhamos para ela como se fosse menos do que a nossa ou pior, ainda temos muito preconceito em relação ao índio?


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

TOLEDO, Francisco Sodero. Outros Caminhos: Vale do Paraíba: do regional ao internacional, do global ao local. São Paulo: Editora Salesiana, 2001

ZENUN, Katsue Hamada e; MARKUNAS. Mônica. História Ensino Fundamental, 8º ano. Brasília: CIB – Cisbrasil, 2006. (Coleção RSE)