“Isso aqui – oô – é um pouquinho de Brasil, Iaiá”
Texto de Rafael Noronha
O subtítulo com o trecho da música de Ary Barroso para essa postagem é tão pretensioso quanto o título principal, pois antropólogos, sociólogos, historiadores, economistas e cartomantes concordam que falar sobre o Brasil é um desafio à imaginação.
No entanto, se não podemos saber com absoluta certeza de detalhes e perfeições, podemos, pelo menos, apontar algumas luzes sobre a cara do Brasil atual.
Um aspecto que pode nos ajudar nisso é o resultado divulgado no último dia 18 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o Pnad, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na edição de 2007 do Pnad verificou-se que houve a repetição de avanços na distribuição de renda e no emprego, no entanto, com passos tão pequenos é possível afirmar que a não evolução dos indicadores sociais se deve a desigualdade social, pois esta, mesmo com queda recorde em relação aos anos anteriores, ainda tem o um abismo enorme para superar.
Em uma escola de 0 a 1 (índice Gini – quando mais próximo do zero menor a desigualdade da distribuição da renda do trabalho) o Brasil em 2006 atingiu a marca de 0,541 e caiu em 2007 para 0,528. Isso coloca o país próximo de países pobres como El Salvador (0,524) e África do Sul (0,578).
Para o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, “o Brasil não é um país pobre; é rico e se aproxima de países desenvolvidos em alguns indicadores, mas a distribuição de renda é como a de países que nem sabemos onde estão no mapa.”
Veja alguns dados segundo o IBGE
· Continuou a tendência de aumento da escolarização e de queda da taxa de analfabetismo, mesmo que em um ritmo bem lento.
Para o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, “o Brasil não é um país pobre; é rico e se aproxima de países desenvolvidos em alguns indicadores, mas a distribuição de renda é como a de países que nem sabemos onde estão no mapa.”
Veja alguns dados segundo o IBGE
· Continuou a tendência de aumento da escolarização e de queda da taxa de analfabetismo, mesmo que em um ritmo bem lento.
· Crescimento da população ocupada foi de 1,6%
· A população ocupada em atividades agrícolas continua a reduzir e, depois de um período de estabilidade, a indústria registrou recuperação.
Para o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, “os números de modo geral são positivos, mas o ritmo da melhora é exasperantemente lento”. Afinal, por mais que avanços tenham corrido, há 40 milhões de brasileiros, por exemplo, que trabalham sem nenhuma proteção dos seus direitos trabalhistas, isso significa que apenas 35% dos trabalhadores têm uma situação legal.
· A população ocupada em atividades agrícolas continua a reduzir e, depois de um período de estabilidade, a indústria registrou recuperação.
Para o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, “os números de modo geral são positivos, mas o ritmo da melhora é exasperantemente lento”. Afinal, por mais que avanços tenham corrido, há 40 milhões de brasileiros, por exemplo, que trabalham sem nenhuma proteção dos seus direitos trabalhistas, isso significa que apenas 35% dos trabalhadores têm uma situação legal.

O número de empregos aumentou, mesmo que pouco. No entanto, ainda há um número muito grande de trabalhadores sem carteira de trabalho.
Os números de 2007 mostram o aumento ao acesso a bens de consumo e bens de tecnologia a informação. Em 2001 8,6% dos domicílios tinham acesso à internet, em 2006 esse número saltou para 17,1% e em 2007 para 20,7%.
Grandes e pequenos avanços ocorrem em nossa pátria mãe gentil, que parece, em muitos pontos, caminhar a passos de formiga. Nisso recaia a nossa reflexão, temos que comemorar alguns desses resultados ou é uma visão distorcida acreditar que a melhoria apontada pelo Pnad dará conta de todos os nossos problemas?
Fontes:
Jornal O Estado de S. Paulo – Caderno Especial PNAD – 19 de Setembro de 2008
Site do IBGE (http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2007/graficos_pdf.pdf) Acesso em 24 de Outubro de 2008.
Site UOL – Especial PNAD (http://noticias.uol.com.br/ultnot/especial/2007/pnad.jhtm). Acesso em 25 de Outubro de 2008.






















