21 de set de 2009

Quanto Vale Ou É Por Quilo? 2º ano


Para quem gosta de refletir e tem a capacidade de pensar com seriedade sobre a nossa História, o filme “Quanto Vale ou É Por Quilo” (2005), do diretor Sérgio Bianchi é um prato cheio! Como raramente visto no cinema nacional, o diretor consegue expor com bastante lucidez sobre a História do Brasil, em uma livre adaptação do conto “Pai Contra Mãe”, de Machado de Assis (clique aqui para acessar o texto que será trabalhado ainda esse ano em Língua Portuguesa).


O filme faz uma contundente analogia entre o antigo comércio de escravos e a moderna exploração da miséria pelo marketing social, que configura uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura uma escrava fugitiva, que está grávida. Depois de entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que esperava. Nos dias contemporâneos uma ONG implanta o projeto “Informática na Periferia” em uma comunidade carente. Arminda (Ana Carbatti), que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por razão disto, precisa agora ser eliminada. Candinho (Silvio Guindane), um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.


O filme faz uma série de boas reflexões, tais como, será que o Brasil nada se modificou em tantos anos de História? Até quando haverá tantos à margem da História? Quem se pode confiar nesse país? O preço da vida humana tem um valor real ou não passa de mera mercadoria lucrativa para os donos do poder? Como se paga (ou não) uma dívida histórica?


Além, é claro, da grande dúvida sobre o final: Arminda segue com sua ideologia até a morte? Ou se deixa corromper por um sistema desumano?

Fontes:



= ]
Fotos do Seminário do 2º EM sobre Escravidão, Preconceito e Cotas Raciais:

7 comentários:

  1. No Brasil, a triste realidade de 500 anos atrás se faz presente até hoje, onde corrupção acaba gerando mais e mais corrupção e desordem social.
    Como se pagar uma divida historica? mpossivel? Não... como diz a frase... "Se você quer mudar o mundo, comece por você" mas, a realidade é outra e as pessoas não colocam em pratica...
    ou seja, a mudança, sim, é possivel, desde que as pessoas lutem por ela, não apenas 1 ou 2, mas todas juntas!
    colocar cotas nas universidades é muito bonito? NÃO! por algum acaso alguem é inferior ao outro pela cor de sua pele?
    Se o governo quer um Brasil mais justo, se as pessoas querem um Brasil mais igual... o mais facil é começar a mudar... e AGORA!

    Vinicius Quintanilha - 2°EM

    ResponderExcluir
  2. É decepcionante o fato de algumas pessoas ou corporações usarem a miséria de outras para lavagem de dinheiro como mostra o filme.O sistema da sociedade capitalista que gera essas pessoas, a margem da sociedade,ele precisa delas para sobreviver.Temos sim uma dívida histórica, mas não é por meio de cotas que iremos consertar o passado.O sistema de cotas é o preconceito com nova pele, como tapar o preconceito com outra forma dele?
    Não é dessa forma que o Brasil conseguirá "tapar seus buracos" hisóricos e atuais.

    Gabriela Merlim n°9 2EM

    ResponderExcluir
  3. Percebemos que a desigualdade que nos foi implantada, desde a época da colonização, pelo sistema capitalista, no qual uns se acham “melhores” que os outros, duram até os dias de hoje. E o filme nos mostra isso claramente, já que a elite usa os menos favorecidos para conseguirem o que eles querem.
    Apesar de termos uma dívida história, não é com o sistema de cotas, que vamos conseguir quita-la, já que isso acaba aumentando ainda mais a discriminação e o preconceito racial.

    Lillian Lopes nº21 2ºEM

    ResponderExcluir
  4. Renato Júnior n°33

    A escravidão não se faz apenas no trabalho. A escravidão se faz na mentalidade, no preconceito(que se encaixa em uma questão religiosa/ideológica) e até mesmo em formas de manipulação como a mídia mostra claramente.
    O contraste entre as duas cores não se faz apenas em aspectos ópticos, mas também no sentido social e mental.

    É triste ver que após séculos, a humanidade ao invés de melhorar, apenas oculta os fatos ou os deixa claro demais. Nunca haverá um equilíbrio? Não veremos melhoras?

    Simplesmente trágico

    ResponderExcluir
  5. A desilgualdade social vem desde os primordes , onde as pessoas eram qualificadas por sua cor , raça, ou origem social o que não mudou muito de uns tempos pra cá.
    O filme aborda o tema da escravidão do passado fazendo fonte com a do presente e o mais interessante é que tem dois finais , permitindo assim que usemos nossa imaginação para o fim mais provavel.
    No período colonial o negro é uma fonte de lucro, e é com ele que grande parte dos senhores enriquece.Ele sofreu e vem sofrendo muito com o preconceito, antigamente vivia em condições precárias e não conseguia mudar de vida , além de sofrerem agressões , essa realidade só veio mudar com a Lei Eusébio de Queiroz que não permitia mais o trafico negreiro.
    Hoje, a sociedade querendo reverter o que a raça negra sofreu , qualifica-os por cotas aumentando ainda mais a discriminação.De uma maneira ou outra este sofre muito preconceito , por isso faço a pergunta "0nde você guarda o seu preconceito ? - NÃO guarde, jogue fora" ;)

    Gleice Maiara Passine n°10 2°EM

    ResponderExcluir
  6. A escravidão existe na humanidade desde que a primeira aldeia foi formada, ao tornar-se necessário haver um líder, ou seja desde que há hierarquia de uma forma que uns recebem mais privilégios que os outros.desde que foi adotado o pensamento de que uns mandam e outros servem.e que esses que servem são inferiores.
    mas quem está por cima, dificilmente aceitaria estar por baixo(como é a óptica capitalista), e nem sempre é tão facil sair de baixo pra crescer tanto facilmente. foi assim com os escravos. é assim no dia-a-dia.
    o próprio ser humano aceita ser subjulgado. ainda que se veja os erros decorrentes da trivialidade corriqueira, não se faz nada para mudá-los. então, os políticos vão fazebndo o que bem querem, tantas injustiças ficam impunes. muitos veem, mas poucos tem a consciencia de que isto acontece e menos pessoas ainda fazem algo que mudar isso. desde os primórdios há servidão, há escravidão, e de certa forma no dia a dia =as pessoas se deixam ser "escravizadas", obrigadas a sofrer injustamente. enquanto o homem não criar consciencia, ver que cada um é UM, diferente, único, e que não há certo ou errado e sim visões diferentes de uma mesma coisa, enquanto toda a gana egocentrica de cada um não acabar, a escravidão não acabará também. porque enquanto estamos aqui lendo estes artigos, muitos estão passando fome, estão apanhando e trabalhando arduamente por 1 pedaço de pão, e outros, sabe-se lá se não estão sendo escravizados como era já desde muito antes da colonização. não basta parar pra pensar nisso, ou ter uma opinião sobre isso. deve-se fazer algo para mudar essa realidade.

    Nathália S.
    2º EM
    nº 30

    ResponderExcluir
  7. Poucas e boas participações ajudam a repensar o tema proposto, inclusive, como a Sacha colocou, extrapolando a visão da escravidão física.

    Importante para lembrar os que não participaram que devemos refutar a escravidão da desculpa fácil para não fugirmos da responsabilidade!!!!!!

    VALEU
    e
    Até mais!!!!!!


    = ]

    ResponderExcluir

Por favor, coloque seu nome e alguma identificação (cidade, profissão ou instituição).

Se for aluno do RAFAEL, coloque seu nome e série !

Os comentários NÃO são publicados diretamente no BLOG !!! Primeiro eu leio, aceito e posteriormente eles entram no ar ! ! ! !

= ]